2 de fev. de 2008

MARFUSHA

Depressão com a trilha sonora correta pode ser tudo de bom. Os fãs do Radiohead que o digam. Assim é o som do Marfusha: radioheadiano, tristinho, mas de muito bom gosto. O antigo trio com carinha de gringo, que há tempos alimenta a veia letrista-indie-deprezinha de Brasília, acrescentou, já há algum tempo, mais sabor à sua música Radioheadiana com um teclado que, confesso, preencheu um vazio que nem sabíamos que existia. Sábia decisão.
Com Kikie na batera, Vitinho no baixo, Bernie no vocal e Saulo no teclado, a Marfusha tem tudo para agradar os fãs de um rock elaborado, mas sutil. Nada de headbangers, mas, sim, de apreciadores de um som coeso, conciso e muito indie. Eu sempre penso que o show poderia ser bem mais dinâmico do que é normalmente, graças à timidez dos componentes, mas acabo chegando à conclusão de que se eles ficassem pulando no palco e gritando com a galera, o som perderia seu charme deprê intelectual.
Banda show de bola.

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