Outro power trio originalíssimo. Sinceramente, nem sei explicar porque gosto tanto da banda. Porque eles são bons. Ninguém sabe se eles são loucos mesmo ou se eles se fazem de loucos. De qualquer forma, a banda merece a atenção. O som, originalíssimo, te deixa com a impressão de que um som completamente novo foi apresentado. Ao mesmo tempo, meio psicodélico, meio setenta, meio mutantes e totalmente rock n’ roll. Escrachado, infantil, mas com um impacto inexplicável, Zé recado e Tommy Nota, é uma banda imperdível. Jacques, Felipe e Felipe-ipe são loucos e mandam muito bem. Vale curtir todas as músicas disponíveis no trama ( http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=22087), mas minhas preferidas continuam sendo Moda, Cu e Indiozinho.
8 de fev. de 2008
COMODORO 77
Já ouvi falarem que a banda fazia som de ogro. Acho que isso não os incomodou nem um pouco. Punk rock com influências de punk rock, um vocalista punk e o resto da banda influenciado pelo punk rock. Jogue aí no meio um pouco mais de punk e já deu pra sacar de qualé a da banda, né?
O som é forte, rápido e levemente tosco, assim como o bom punk rock deve ser. Não é elaborado e nem necessarimente depressivo, mas a alternância entre inferências adolescentes ou farreiras e as agulhadas de caráter político ou mesmo de crise existencial garantem um conteúdo legal ao som.
Érico, Marquito, Mangha e Felipe-ipe estão separados, infelizmente, pelo menos, por enquanto. Então, por enquanto, para matar a saudade, fica o som barulhento e beberrão do Comodoro 77 no IUTUBIU: http://www.youtube.com/watch?v=mQ0DZUQbUgo.
NEVILTON
O power trio de Umuarama/PR foi a melhor surpresa musical que eu já tive nos últimos tempos. Nando Reis teve um filho com o Graforréia Xilarmônica e ele se chama Nevilton: uma banda tecnicamente impecável, com presença de palco, carisma e muita originalidade. Com um quê de Los Hermanos ao fundo (houve gente que discordou veementemente), o Nevilton apresentou ao público uma música que deixa uma sensação de ‘parece que eu já ouvi, mas não sei aonde’. Não é que seja cópia de algo, é que a música passa uma sensação deliciosa de familiaridade. Fiquei lutando para identificar todas as influências (um pouco de 80, um pouco de 60, um pouco de jazz), mas foi impossível. O jeito foi parar de escrever e só curtir. Atendendo a pedidos, a banda mandou ver ‘Amigo Punk’, do próprio Graforréia, e embasbacou a todos com a exatidão instrumental e vocal do cover. Excelente! Paz e Amores, dedicada pelo vocalista a todos que gostam de jazz e cerveja, e segunda faixa do CD, é meu novo vício musical. Enfim, o Sul mostra que continua produzindo alguns dos melhores sons atuais.
TECHNICOLOR
Na ocasião em que assisti este quinteto goiano, ele havia entrado no palco para substituir a banda Tonighters, do Paraná, que, por problemas com o carro, não conseguiu chegar à Capital.
Infelizmente, devido à preguiça e à intolerância do público brasiliense, a banda acabou fazendo praticamente um show completamente VIP para esta que vos fala. Com letras em Inglês, a banda garante a primeira surpresa quando a pequenina vocalista solta seu vozeirão de Amy Lee from hell, com urros de dar inveja a qualquer fã do Sepultura. A segunda surpresa surge com as incursões de uma flauta transversal em meio ao rock, quebrando o peso, mas não a harmonia da música.
Tecnicamente competente, a banda se mostrou em sintonia, extremamente ensaiada e, nem de longe, aparentou constrangimento diante da ausência de público. A faixa For Kids foi minha preferida por conta do estilão Auf der Mauer e a escolha do cover de Queens of the Stone Age – inabitual para uma banda com vocal feminino – não deixou nem um pouco a desejar.
Ainda penso que a banda é bem novinha, sempre pode amadurecer seu som e torná-lo mais original e coeso, mas o CD, que eu ganhei de cortesia, me deixou apenas boas impressões. Para fãs de Hole, Melissa Auf der Mauer, Amy Lee e para o público teen roqueiro em geral, eu considero sucesso garantido.
PS: no show, a banda fez um cover da trilha de Réquiem para um Sonho, com a flauta da vocalista: PHODÉRRIMA!
2 de fev. de 2008
DESCULPAS
Uma pala virtual acabou com toooooooodos os textos que já estavam prontos há meses para serem postados.
Bandas como a Nevilton, Super Hi-Fi, Brida, Downers e vááárias outras serão incluídas muito em breve.
Bandas como a Nevilton, Super Hi-Fi, Brida, Downers e vááárias outras serão incluídas muito em breve.
PAPAUMAS
Sim, eu sou suspeita pra falar. Sou casada com o vocalista e exatamente por isso pude acompanhar a formação, crescimento e, infelizmente, a crise da banda.
A proposta já virou moda novamente, mas, na época, ninguém falava em fazer rock de quarta série, com letras infantilizadas e, às vezes, pesadinhas, com um som que mesclava de rockabilly a punk rock. A sintonia rápida de André (vocal), Danny Boy(guitarra), Lucas(baixo), Felipe-ipe(bateria) e Erico(guitarra-base e letrista) fez com que a banda criasse uma base de fãs muito rápido, talvez até rápido demais. Com inúmeros shows em Brasília, além de uma mini-turnê, juntamente com Capotones, por Blumenau e Curitiba, a banda deixou sua marca, enquanto encontra seu caminha de volta. Ou assim esperamos.
A proposta já virou moda novamente, mas, na época, ninguém falava em fazer rock de quarta série, com letras infantilizadas e, às vezes, pesadinhas, com um som que mesclava de rockabilly a punk rock. A sintonia rápida de André (vocal), Danny Boy(guitarra), Lucas(baixo), Felipe-ipe(bateria) e Erico(guitarra-base e letrista) fez com que a banda criasse uma base de fãs muito rápido, talvez até rápido demais. Com inúmeros shows em Brasília, além de uma mini-turnê, juntamente com Capotones, por Blumenau e Curitiba, a banda deixou sua marca, enquanto encontra seu caminha de volta. Ou assim esperamos.
MARFUSHA
Depressão com a trilha sonora correta pode ser tudo de bom. Os fãs do Radiohead que o digam. Assim é o som do Marfusha: radioheadiano, tristinho, mas de muito bom gosto. O antigo trio com carinha de gringo, que há tempos alimenta a veia letrista-indie-deprezinha de Brasília, acrescentou, já há algum tempo, mais sabor à sua música Radioheadiana com um teclado que, confesso, preencheu um vazio que nem sabíamos que existia. Sábia decisão.
Com Kikie na batera, Vitinho no baixo, Bernie no vocal e Saulo no teclado, a Marfusha tem tudo para agradar os fãs de um rock elaborado, mas sutil. Nada de headbangers, mas, sim, de apreciadores de um som coeso, conciso e muito indie. Eu sempre penso que o show poderia ser bem mais dinâmico do que é normalmente, graças à timidez dos componentes, mas acabo chegando à conclusão de que se eles ficassem pulando no palco e gritando com a galera, o som perderia seu charme deprê intelectual.
Banda show de bola.
Banda show de bola.
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