O último dia do Porão foi um espetáculo à parte de todo o resto do evento. A pilha das bandas, a atitude do público e a expectativa em relação às apresentações se uniram para criar uma vibe roqueira muito.foda.
PLEBE RUDE
O show da Plebe Rude, que normalmente recebe do brasiliense um arzinho de "ai, de novo?", foi revitalizado pela presença de palco de Clemente, com sua pilha punk rock residual do Inocentes. Ele puxou a galera, pulou no palco, cantou com a alma. Foi pura atitude rock n' roll e sabe-se que é disso que estamos precisando em meio a essa onda emo-pop.
Não dá para desmerecer o vocalista Felipe Seabra que, mesmo rouco, deu seu máximo ao microfone e ainda aproveitou para soltar várias agulhadas bem-humoradas, sendo algumas bem diretas, como a dirigida ao Cachorro Grande que, na noite anterior, esculaxou o trabalho dos roadies por conta de problemas de equipamento.
Alfinetadas à parte, o show, que serviu de grande abertura para o domingo, foi um gatilho para o resto da noite.
PARALAMAS DO SUCESSO
Com toda a carga de drama que Herbert carrega mesmo sem querer, o cara tem um jeito de pegar leve e de levar uma batida rock n' roll. Com um repertório impecavelmente equilibrado entre as clássicas, as pops e as novas, o show oscilou apenas entre pura animação e pura emoção.
A imagem no telão de um menino, que, nem de longe, viveu o início do Paralalamas nos anos 80, mas chorou ao som de "eu sei de onde vem o tiro" foi de tirar o fôlego do público e da banda.
No mais, Paralamas dispensa apresentações. Show de bola!
LITTLE QUAIL AND THE MAD BIRDS
Eu adoro Autoramas, mas que dá uma dó lembrar que Little Quail acabou, dá!
Uma das bandas mais originais, alternativas, loucas, fodas de Brasília, e que não veio dos anos 80 e, sim, dos 90, deu um show no Porão. Pogo compulsivo ao som de 1,2,3,4..., além de clássicos como Dezesseis - uma perfeita homenagem aos endereços cartesianos de Bsb - levaram os fãs e a garotada à loucura.
Pho.da.
RAIMUNDOS
Com todo o respeito ao Digão que, pelo menos mantém no ar as músicas de uma das bandas mais pauleiras e, ao mesmo tempo, populares do país, mas Raimundos sem Rodolfo de frontman é difícil de aceitar.
Puro preconceito? Sim, provavelmente. Mas ninguém há de negar que a empolgação de Rodolfo era parte do conceito da banda, às vezes, mais até que a música.
Ainda assim, valeu. Muito mosh, pogo, som porrada, nostalgia pura!
LEGIÃO URBANA
Falaram que eles vinham. Eu dei de ombros como se fosse a lenda urbana mais absurda do planeta. Insistiram que Bonfá e Dado vinham tocar e que Herbert e outros iam de vocal. Eu pensei: "até parece". Graças a Deus, paguei língua.
Não deixaram barato. O vídeo no telão com entrevistas antigas e documentando a chegada dos integrantes da Legião depois de tantos anos sem um show por aqui - mesmo antes da partida precipitada do seu grande poeta, Renato Russo - levou o público às lágrimas. Não houve marmanjo que se segurasse ao som de Pais e Filhos, Ainda é cedo, e todas as outras músicas-símbolo da Legião.
Inacreditável. Impossível. Mas estava tudo lá, acontecendo, como descreveram na lenda urbana. A cidade criticada por não possuir uma identidade cultural forte estava lá, unida, mostrando a si e ao mundo que senioridade não é só o que garante uma expressão cultural válida.
Estava lá nossa cultura. Unindo nossas tribos Urbanas, a Legião.
PLEBE RUDE
O show da Plebe Rude, que normalmente recebe do brasiliense um arzinho de "ai, de novo?", foi revitalizado pela presença de palco de Clemente, com sua pilha punk rock residual do Inocentes. Ele puxou a galera, pulou no palco, cantou com a alma. Foi pura atitude rock n' roll e sabe-se que é disso que estamos precisando em meio a essa onda emo-pop.
Não dá para desmerecer o vocalista Felipe Seabra que, mesmo rouco, deu seu máximo ao microfone e ainda aproveitou para soltar várias agulhadas bem-humoradas, sendo algumas bem diretas, como a dirigida ao Cachorro Grande que, na noite anterior, esculaxou o trabalho dos roadies por conta de problemas de equipamento.
Alfinetadas à parte, o show, que serviu de grande abertura para o domingo, foi um gatilho para o resto da noite.
PARALAMAS DO SUCESSO
Com toda a carga de drama que Herbert carrega mesmo sem querer, o cara tem um jeito de pegar leve e de levar uma batida rock n' roll. Com um repertório impecavelmente equilibrado entre as clássicas, as pops e as novas, o show oscilou apenas entre pura animação e pura emoção.
A imagem no telão de um menino, que, nem de longe, viveu o início do Paralalamas nos anos 80, mas chorou ao som de "eu sei de onde vem o tiro" foi de tirar o fôlego do público e da banda.
No mais, Paralamas dispensa apresentações. Show de bola!
LITTLE QUAIL AND THE MAD BIRDS
Eu adoro Autoramas, mas que dá uma dó lembrar que Little Quail acabou, dá!
Uma das bandas mais originais, alternativas, loucas, fodas de Brasília, e que não veio dos anos 80 e, sim, dos 90, deu um show no Porão. Pogo compulsivo ao som de 1,2,3,4..., além de clássicos como Dezesseis - uma perfeita homenagem aos endereços cartesianos de Bsb - levaram os fãs e a garotada à loucura.
Pho.da.
RAIMUNDOS
Com todo o respeito ao Digão que, pelo menos mantém no ar as músicas de uma das bandas mais pauleiras e, ao mesmo tempo, populares do país, mas Raimundos sem Rodolfo de frontman é difícil de aceitar.
Puro preconceito? Sim, provavelmente. Mas ninguém há de negar que a empolgação de Rodolfo era parte do conceito da banda, às vezes, mais até que a música.
Ainda assim, valeu. Muito mosh, pogo, som porrada, nostalgia pura!
LEGIÃO URBANA
Falaram que eles vinham. Eu dei de ombros como se fosse a lenda urbana mais absurda do planeta. Insistiram que Bonfá e Dado vinham tocar e que Herbert e outros iam de vocal. Eu pensei: "até parece". Graças a Deus, paguei língua.
Não deixaram barato. O vídeo no telão com entrevistas antigas e documentando a chegada dos integrantes da Legião depois de tantos anos sem um show por aqui - mesmo antes da partida precipitada do seu grande poeta, Renato Russo - levou o público às lágrimas. Não houve marmanjo que se segurasse ao som de Pais e Filhos, Ainda é cedo, e todas as outras músicas-símbolo da Legião.
Inacreditável. Impossível. Mas estava tudo lá, acontecendo, como descreveram na lenda urbana. A cidade criticada por não possuir uma identidade cultural forte estava lá, unida, mostrando a si e ao mundo que senioridade não é só o que garante uma expressão cultural válida.
Estava lá nossa cultura. Unindo nossas tribos Urbanas, a Legião.

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