Olhos abertos para a nova geração do rock brasiliense. Novamente, foi o Balaio que abriu o espaço para - com todo o respeito - a pirralhada mostrar o que sabe, com o incentivo do Superquadra, Cláudio Bull, e organização de Fábio Barreto, cuja intenção, diz ele, é abrir espaço para as bandas de colégio mesmo!
Foi realmente chocante me deparar com um pessoal tããão jovem. A abertura do evento se deu com pocket-show de Clemente e a banda Dona Laura que, parece-me, contavam com integrantes entre 14 a 16 anos. Não peguei os dois shows, mas as duas últimas bandas a tocar foram as mais marcantes de qualquer jeito.
GENITAIS DO CERRADO (GDC)
A banda de faixa etária um tiquinho mais alta, de 17 a 18 anos, começou com um som de características claramente indie, com uma guitarrinha mais pronunciada, mas com letras em português. Muito bom começo.
Depois, porém, perdeu um pouco a coerência, virou meio que uma mistureba de estilos, mas o senso de humor, o cover de Ultrage a Rigor e a brincadeira com Dança do Vampiro (hello, Zé Recado e Tommy Nota já fez isso!) animaram o público até o fim.
No geral a banda tem pegada forte, técnica legal e uma postura roqueira. Há um ano juntos, os integrantes alegaram que sua maior influência é o disco Racional, do Tim Maia, mas isso não ficou óbvio em suas composições, não.
De influências brasilienses, a Watson foi a eleita pela banda, que afirmou também que o som da próxima geração - apesar da força da onda Emo atual - vai ser meio que "vale-tudo".
MEIAS DESCOLORIDAS
Eu não sou muito fã de bandas com trezentos integrantes - com exceção dos Titãs - mas ao bater o olho na banda e ver uma mina no vocal, outra na batera, e dois sax, fiquei curiosa. Os sete integrantes, com idades entre 17 e 18, eram todos fofinhos, bonitinhos, e, aparentemente, sem veia roqueira.
Ledo engano!!! Olhos mais abertos ainda para a Meias Descoloridas!!! Uma mistura super harmônica de sons, a banda animou muito o público, com uma pegada firme, com técnica, mas ainda relax e alta qualidade musical. É uma questão de tempo e maturidade até virarem uma banda altamente phoda.
Influenciada pelo ska, bossa, 60's, indie e até mesmo pelas artes, a Meias tem um ano e dois meses de existência bem afinada. As bandas brasilienses de sua preferência incluem Superquadra, Nancy e Cassino Super Nova.
Perguntados sobre o som da próxima geração, a resposta veio: "nada de emo! Uma música mais alternativa, misturada".
Com um cover do White Stripes e uma versão de The Cure, ganharam meus ouvidos!
Foi realmente chocante me deparar com um pessoal tããão jovem. A abertura do evento se deu com pocket-show de Clemente e a banda Dona Laura que, parece-me, contavam com integrantes entre 14 a 16 anos. Não peguei os dois shows, mas as duas últimas bandas a tocar foram as mais marcantes de qualquer jeito.
GENITAIS DO CERRADO (GDC)
A banda de faixa etária um tiquinho mais alta, de 17 a 18 anos, começou com um som de características claramente indie, com uma guitarrinha mais pronunciada, mas com letras em português. Muito bom começo.
Depois, porém, perdeu um pouco a coerência, virou meio que uma mistureba de estilos, mas o senso de humor, o cover de Ultrage a Rigor e a brincadeira com Dança do Vampiro (hello, Zé Recado e Tommy Nota já fez isso!) animaram o público até o fim.
No geral a banda tem pegada forte, técnica legal e uma postura roqueira. Há um ano juntos, os integrantes alegaram que sua maior influência é o disco Racional, do Tim Maia, mas isso não ficou óbvio em suas composições, não.
De influências brasilienses, a Watson foi a eleita pela banda, que afirmou também que o som da próxima geração - apesar da força da onda Emo atual - vai ser meio que "vale-tudo".
MEIAS DESCOLORIDAS
Eu não sou muito fã de bandas com trezentos integrantes - com exceção dos Titãs - mas ao bater o olho na banda e ver uma mina no vocal, outra na batera, e dois sax, fiquei curiosa. Os sete integrantes, com idades entre 17 e 18, eram todos fofinhos, bonitinhos, e, aparentemente, sem veia roqueira.
Ledo engano!!! Olhos mais abertos ainda para a Meias Descoloridas!!! Uma mistura super harmônica de sons, a banda animou muito o público, com uma pegada firme, com técnica, mas ainda relax e alta qualidade musical. É uma questão de tempo e maturidade até virarem uma banda altamente phoda.
Influenciada pelo ska, bossa, 60's, indie e até mesmo pelas artes, a Meias tem um ano e dois meses de existência bem afinada. As bandas brasilienses de sua preferência incluem Superquadra, Nancy e Cassino Super Nova.
Perguntados sobre o som da próxima geração, a resposta veio: "nada de emo! Uma música mais alternativa, misturada".
Com um cover do White Stripes e uma versão de The Cure, ganharam meus ouvidos!
***
No mais, organizadores e bandas foram uníssonos em um aspecto: falta espaço para som original em Bsb. Os locais existentes, como Landscape, Blackout (que, salvo engano, já fechou), O'Reilley e Stadt Bier têm diminuído a agenda "ao vivo" cada vez mais ou, então, só querem saber de covers.
Tsc, tsc, o que aconteceu com a cidade do rock?
No mais, organizadores e bandas foram uníssonos em um aspecto: falta espaço para som original em Bsb. Os locais existentes, como Landscape, Blackout (que, salvo engano, já fechou), O'Reilley e Stadt Bier têm diminuído a agenda "ao vivo" cada vez mais ou, então, só querem saber de covers.
Tsc, tsc, o que aconteceu com a cidade do rock?
